Os répteis mais espectaculares
da era Mesozóica foram, os dinossauros, que
dominavam o mundo conjuntamente com outros
répteis, durante 150 M.a. os dinossauros
governavam a terra e os Pterossáurios
dominavam os céus. Dinossauro significa
“lagarto terrível”, e aplica-se
principalmente aos dinossauros carnívoros.
Para saber mais vamos recuar até a vida dos
dinossauros no Período Jurássico até ao fim
destes.
A vida no período Jurássico
Entre 190 e 135 milhões de anos atrás, os
dinossauros encontravam-se bem estabelecidos
na Terra. Os Herbívoros alimentavam-se da
abundante vegetação que florescia no clima
quente e húmido, e os carnívoros caçavam os
herbívoros.
Os dinossauros alcançaram dimensões enormes.
Quanto ao motivo desse crescimento, não há
certezas, mas pode ter sido apenas a
competição entre os carnívoros e os
herbívoros, ou seja, à medida que um dos
tipos aumentava de tamanho, o outro
aumentava também. Os grandes dinossauros não
eram afectados pelas pequenas alterações
diárias de temperatura, apesar de não terem
pêlos nem penas para se protegerem do frio,
estes, devido ao seu grande tamanho,
arrefeciam mais lentamente. Se um grande
dinossauro arrefecia, o calor do sol levava
mais tempo a aquecê-lo de novo. Isto sugere
que os dinossauros tivessem sangue quente.
Os Herbívoros couraçados e com cornos
Durante o período cretácio, alguns dos
dinossauros de 4 patas desenvolveram uma
maciça couraça. Alguns dinossauros
desenvolveram formas eficientes
especializadas de couraças que lhes
permitiam defender-se. Os cornos eram
utilizadas em combates entre rivais. Os
ceratopsídeos tinham tipos de dentes que
eram apropriados para talhar e cortar. Os
dinossauros couraçados tinham corpos
atarracados e pernas curtas.
Os dentes terríveis
Os dinossauros terópodes carnívoros estão
divididos em 2 grupos: Os celurossáurios e
os carnossáurios. Os celurossáurios eram
répteis pequenos e leves, corriam sobre as
patas traseiras e muitos deles conseguiam
agarrar os objectos com as “mãos”. Alguns
dos celurossários posteriores, como o
Ornithominus, não possuíam dentes, O que
leva a pensar que atacavam os ninhos de
outros dinossauros e alimentavam-se de ovos,
sugando a gema com os bicos. Em relação à
sua velocidade, estes corriam muito
rapidamente, alcançando 80Km/h.
Os Carnossáurios eram predadores ferozes e
na sua maioria relativamente pequenos. Mas a
meio do Jurássico apareceram carnossáurios
mais volumosos. Os Megalossaurus e o
Protoceratosaurus que tinha um corno no
focinho.
Os dinossauros de bico de pato
Os hadrossáurios, ou dinossauros de bico de
pato constituíam um grupo do final do
Cretácico, estes evoluíram a partir dos
ornitópodes. Os primeiros hadrossáurios,
como o Anatosauros, não tinham crista. mas
os hadrossaurios mais avançados tinham
grandes cristas. Estas cristas contêm
passagens que ligam aos tubos nasais do
crânio, pensa-se que estes tubos
respiradores ajudavam os hadrossáurios a
respirar debaixo de água, o que leva a
pensar que viviam de plantas aquáticas.
Contudo, no interior da boca tinham cerca de
mil dentes muito apertados, preparados para
esmagar. Tinham longas caudas achatadas o
que leva a concluir que eram bons nadadores.
A vida no período Cretácico
Em terra, os dinossauros couraçados, com
cornos e bicos de pato, eram todos eles
herbívoros. Entre os predadores
especializados, contavam-se os gigantescos
carnossáurios e os pequenos e ágeis
celurossáurios.
Durante toda a era Mesozóica, os dinossauros
tinham prosperado num clima quente.
Entretanto, a separação da Pangea
processava-se rapidamente. No final do
período Cretácico, os continentes parece
terem-se afastado suficientemente de modo a
provocar alterações dramáticas de clima. Os
Invernos tornaram-se mais severos e
formaram-se calotes de gelo nos pólos. O
tempo tornou-se muito mais instável. Estas
modificações afectaram a vida de muitos
animais.
O fim dos dinossauros
Os últimos dinossauros desapareceram no
final Período Cretácico. Que sucedera?
Surgiram diversas teorias, os pequenos
mamíferos comeram os seus ovos, uma
supernova, (estrela em explosão)
bombardeou-os com raios cósmicos, foram
envenenados por produtos químicos das
plantas florescentes, foram mortos por uma
doença causada por vírus ou bactérias, e por
muitas outras.
A maior parte das pessoas crê actualmente
que as extinções em massa do Período do
Cretácico ficaram a dever-se a uma
combinação de clima e geografia em
alteração. A terra estava a tornar-se mais
fria, e os grandes dinossauros não podiam
evitar o frio, logo, começaram a morrer.
Outra das hipóteses é a pequena descida da
temperatura do mar, o que fez com que
houvesse uma grande perda de pequenos
animais e plantas que constituíam o plancton.
Isto poderia reduzir o número de animais que
se alimentavam de plâncton, pois os
predadores que se alimentavam de comedores
de plâncton teriam sofrido uma grave falta
de alimento.