Esta viagem inseriu-se nas comemorações dos 250 anos da criação, pelo Marquês de
Pombal, da Real Companhia da Agricultura e das Vinhas do Alto Douro, temática
leccionada nos programas da referida disciplina. Entre os objectivos desta
actividade, destacam-se a compreensão da importância do comércio do vinho do
Douro no desenvolvimento económico e artístico da cidade, bem como a avaliação
do papel desempenhado pelo rio Douro no contexto histórico da cidade. Foi,
assim, com muitas expectativas que, à hora marcada, rumámos à Invicta.
O
dia foi preenchido com um percurso pela cidade, que nos levou da Cordoaria à
Torre dos Clérigos, da magia do neogótico que se respira na Livraria Lello, até
ao almoço nos jardins do Palácio de Cristal (hoje Pavilhão Rosa Mota). Da parte
da tarde, dirigimo-nos à Sé Catedral para uma breve visita; em seguida, fomos à
Casa do Infante onde visitámos o núcleo arqueológico e, finalmente, descemos até
à Ribeira para subirmos a bordo do barco que nos levou a fazer o percurso sob as
pontes que cruzam o rio Douro. Este era o momento mais aguardado por todos, já
que uma viagem de barco, no rio Douro, era uma novidade e sabia mesmo a
aventura. A embarcação deixou-nos na outra margem, em Vila Nova de Gaia, onde
visitámos uma das Caves de Vinho do Porto.
Apesar do cansaço ir tomando conta de todos, o regresso foi animado e
especialmente gratificante, não só pela satisfação de uma jornada em que se
aprende e se partilha de uma outra forma, menos formal do que no espaço de aula,
mas também pelo modo exemplar com que os alunos participaram e se envolveram.
Desta actividade resultou uma exposição de trabalhos que está patente na nossa
Escola e que pode ser visitada por todos.