Sintra, o paraíso romântico por excelência, atrai as personagens como uma
espécie de Éden onde se retemperam as forças e o espírito, onde se tentam
agarrar paixões fugidias, onde também se escondem as intrigas sórdidas. Partindo
de Pombal, as turmas A, E e I1 do 11º ano foram pois a Sintra, no dia 21 de
Março, seguindo o itinerário de Carlos que, na companhia de Cruges, vai tentar
encontrar Maria Eduarda.
À
chegada a Sintra, Carlos e Cruges ficam completamente deslumbrados perante a
exuberância e a magnitude duma natureza tipicamente romântica. No hotel Nunes,
em vez de Maria Eduarda, Carlos encontra Eusebiozinho e Palma Cavalão, numa cena
meio rocambolesca, meio sórdida, com duas espanholas: Concha e Lola. Sendo
impossível permanecer no Nunes depois daquela cena de melodrama, Carlos e Cruges
optam por conhecer as belezas de Sintra: passam pelo Palácio Nacional,
atravessam a Praça e seguem em direcção a Seteais. Passam em frente à Lawrence e
Carlos lembra-se que o motivo da sua vinda fora Maria Eduarda.
No
percurso para Seteais a paisagem continua a seduzi-los. No entanto, a chegada a
Seteais é uma desilusão visto que o palácio estava arruinado. De Seteais Carlos
e Cruges, já acompanhados de Alencar, regressam à Lawrence. Carlos, desiludido
por nem sequer ter avistado Maria Eduarda, retempera-se com conhaque e com a
paisagem de Sintra. Sintra estava vista e os três amigos regressam a Lisboa…
Nós, contudo, não regressámos logo a Pombal; ainda tivemos tempo de visitar a
Quinta da Regaleira, obra que, construída no início do século XX, é o resultado
da concretização dos sonhos mítico-mágicos do seu proprietário, Carvalho
Monteiro (1848-1920), aliados ao talento do arquitecto-cenógrafo italiano Luigi
Manini (1848-1936); e ainda tivemos coragem de subir a pé ao Palácio da Pena,
palácio romântico de cariz intimista.
Foi um dia de agradável de saudável convívio com as personagens ficcionais e com
outras personagens, não menos famosas, que fomos conhecendo ao longo do
percurso.