Joseph Merçon Paula, aluno do
Ensino Recorrente (11º ano por módulos
capitalizáveis), ganhou o 1º Prémio do
Concurso "Le Français en BD, c'est facile",
organizado pelo Serviço de Cooperação
Linguística e Educativa da Embaixada de
França em Portugal e pela Associação
Portuguesa de Professores de Francês (APPF).
A resposta correcta a todas as perguntas
sobre Banda Desenhada francófona resultou de
pesquisa aturada, sob orientação da
professora Cristina Costa. Além disso, foi
decisiva para a vitória a criatividade do
estudante manifestada na frase que imaginou
e pôs na boca de Titeuf, conhecida
personagem dos álbuns de Philippe Chappuis.
O prémio consiste numa viagem a
Paris, a decorrer de 9 a 19 de Julho de
2007. Na capital francesa, o vencedor
reunir-se-á com jovens do mundo inteiro. Em
conjunto, (re)descobrirão a cultura
francesa, através de um tema aglutinador: "a
ciência".
Também no mesmo concurso, a
aluna Sílvia Ferreira obteve um meritório 4º
lugar, tendo-lhe sido atribuído como prémio
um álbum de Banda Desenhada.
Esta iniciativa revela o
interesse que o francês continua a despertar
e o dinamismo de que o seu ensino dá provas.
A comprová-lo, eis alguns testemunhos que
nos chegaram da parte de jovens estudantes
da Universidade de Coimbra que, pela sua
abertura à Europa e ao mundo, poderão servir
de exemplo a alunos da nossa Escola que
procuram a sua via de formação futura:
Inês Batista, aluna do 3º
ano do Curso de Turismo, Lazer e Património:
“Neste último semestre, resolvi frequentar
as aulas de Iniciação ao Francês, não só por
estar já a pensar num futuro próximo, mas,
sobretudo, por pensar no presente. Na
verdade, esta cadeira mostrou-se útil e
proveitosa, uma vez que, como aluna
universitária, tenho acesso a muita
bibliografia francesa, e necessitava de
algumas luzes para a compreensão de certos
textos. No futuro, esta língua será
importante para que eu possa exercer a minha
carreira profissional com algum sucesso, na
medida em que espero estar ligada ao turismo
e receber visitantes dos países
Francófonos”.
Ana Melo, aluna do 2º ano de
Jornalismo: “Decidi, no início do ano
lectivo, inscrever-me num curso de francês,
primeiro de tudo, porque considero uma
língua muito bonita de que sempre gostei.
Depois, porque reconheço que, dentre as
várias línguas mundiais, o francês é um caso
com uma representatividade considerável: são
vários os países da francofonia que vão
desde a Europa, passando pela África e
América, até à Polinésia francesa. Por
último, como estudante de Jornalismo, sinto
o dever de lidar confortavelmente com várias
línguas, pelo menos com as mais faladas e
que eu considero mais importantes. Tendo a
França uma panóplia de jornais com grande
visibilidade internacional, como é o caso do
" Le Monde", "Courrier Internacional", "Le
Fígaro", entre outros, seria grave se não
tentasse, pelo menos, saber um pouco mais da
língua francesa”.
Anne Sophie Oliveira, aluna
do 4º ano de Línguas e Literaturas Modernas
(Francês/Inglês): “Ao iniciar a minha
aventura no Canadá onde passei quatro meses
ao abrigo do programa internacional RESO (Rayonnement
de l’Enseignement dans les Sociétés Ouvertes),
pensava que essa experiência me permitiria
melhorar o meu inglês. Com efeito, iria
passar um tempo numa província
anglófona…mas, ao contrário das minhas
expectativas, falei mais francês do que
inglês! Apesar de o Canadá ser oficialmente
um país bilingue, não esperava encontrar
muitos francófonos fora do Québec. Qual não
foi o meu espanto ao constatar que, em
Otava, a maioria das pessoas dominam as duas
línguas e que todos os serviços
administrativos, assim como a universidade,
funcionam nas duas línguas! Além disso, há
cada vez mais escolas de imersão em francês
nas províncias anglófonas. Não são apenas os
pais oriundos do Québec que matriculam os
filhos nas escolas francófonas, mas também,
e cada vez mais, aqueles que querem que os
filhos tenham uma escolaridade em francês. O
prestígio da língua francesa, não obstante a
expansão do inglês, permanece vivo no
Canadá, o que foi muito surpreendente para
mim, principalmente devido à proximidade e à
influência do inglês dos Estados Unidos.
Fiquei surpreendida e, sobretudo, orgulhosa
pelo facto de ser atribuído ao francês o seu
justo valor!”
Luís de Portugal, estudante
na área de Cinema, da Licenciatura de
Estudos Artísticos: “Em 2006, increvi-me
na Université Sorbonne Nouvelle Paris III,
na licenciatura de Cinéma et Audiovisuel, ao
abrigo do programa de mobilidade estudantil,
Sócrates/Erasmus. Foi graças às bases de
francês adquiridas durante o meu trajecto
escolar que pude entrar em contacto com esta
prestigiada universidade. A língua francesa
é a “língua-mãe” no que diz respeito ao
cinema e à mais importante teoria
cinematográfica; foi ela que me permitiu
conhecer e sociabilizar-me com os grandes
teóricos do cinema como Jacques Aumont,
Michel Marie, Bernard Papin, o profissional
ligado à televisão, e a grande argumentista
Sandra Joxe.
Em suma, o francês está longe
de ser uma língua ignorada, na nossa
sociedade, (o que, de alguma forma,
aconteceu ao longo da história, com a língua
portuguesa). Ao invés, reverteu-se,
indubitavelmente, num enorme leque de
inovações culturais”.
Henrique Miguel Costa,
estudante de Filosofia: “Definir a
importância de uma língua pela sua utilidade
é manifestamente redutor. A língua francesa
não só me permitiu aceder tecnicamente a
alguns dos textos vitais do meu curso como
também – e sobretudo – possibilitou
prolongar o meu horizonte de sentido através
da palavra «original» de Descartes, Lévinas,
Derrida, Sartre, Beauvoir ou Camus. É por
isso que a minha relação com a filosofia é
também uma relação com a língua francesa;
desprovido da língua francesa, o meu
horizonte filosófico de sentido
empobreceria. Não nego a relevância das
traduções, mas «acolher» um autor é
«acolhê-lo» na sua própria língua”.
Cláudia Mota, aluna do 3º
ano de Turismo, Lazer e Património, da
Faculdade de Letras da Universidade de
Coimbra: “Tive aulas de francês no ensino
secundário e considero importante o
conhecimento de novas línguas para o meu
futuro. A aprendizagem de línguas
estrangeiras nas escolas é fundamental, para
que possamos usufruir de novas culturas e
adquirir novos conhecimentos, de modo a não
ficarmos confinados à língua e à cultura
portuguesas. Por estas razões, achei da
maior importância escolher novamente a
língua francesa no ensino superior, porque,
para além de ser imprescindível para o meu
curso, permite alargar o meu conhecimento a
novos horizontes e a novas culturas”.
Claudia P. Ferraz Pereira,
4º ano de Línguas e Literaturas Clássicas e
Portuguesa – via científica: “As
cadeiras de francês são muito importantes
para a leitura de bibliografia e para os
seminários, em que a maior parte do material
fornecido pelo docente e pesquisado está
numa língua que não é a nossa. Nunca é
demais fazermos escolhas para além da nossa
área; as línguas ocupam um lugar de primazia
no meio académico. Por isso, é necessário
salvaguardarmos o uso das línguas, porque
estas, em qualquer área de aprendizagem,
fazem parte do nosso quotidiano”.