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No âmbito da comemoração do Dia Mundial do Idoso, o Clube dos Direitos Humanos solicitou aos alunos a elaboração de materiais alusivos ao tema, de que resultou, posteriormente, a selecção dos seguintes trabalhos:

 

   

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24-06-2011 12:11

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No âmbito da comemoração do Dia Mundial do Idoso, o Clube dos Direitos Humanos solicitou aos alunos a elaboração de materiais alusivos ao tema, de que resultou, posteriormente, a selecção do seguinte trabalho intitulado “Um Retrato de Amor”:

 

Quando cheguei, já ele estava sentado junto à lareira, sossegado, calado… Olhou para mim, sorriu e estendeu o braço, entregando-me a fotografia. Sem demoras, abri o cavalete, encaixei a tela e dei as primeiras pinceladas. Cor a cor, traço a traço, surgiu no lado esquerdo a imagem da fotografia.

 

– Já terminei a primeira parte. Vamos agora começar consigo. Vire um pouco o rosto para a direita. Isso, muito bem! – disse-lhe.

 

Comecei por delinear o formato do rosto. Continuei nos olhinhos brilhantes que sobressaíam por entre duas pálpebras que se queriam juntar. Mas ele dava-lhes luta; num esforço constante, mantinha os olhos abertos, dos quais jorrava afabilidade e simpatia. Desci para o nariz e, em seguida, a boca: lábios entreabertos, revelando alguns dentes que insistiam em batalhar contra o tempo.

 

Molhei o pincel nos tons de pele pálidos da paleta e comecei a escrever a história de uma vida naquele rosto. As suas rugas da testa revelavam dor, maus momentos, preocupação… Junto aos olhos, a fonte do sofrimento, a denúncia das lágrimas… Nas mãos, o trabalho… Mas os sulcos mais vincados eram junto à boca. Esses, sim, eram os sorrisos, a felicidade… Que belos eram! Finalmente, cobri a sua cabeça com um manto branco, manto puro, como numa carícia.

 

– Terminei – anunciei.

 

Com a sua mão, num gesto suave, pediu para ver. Entreguei-lhe a tela. O brilho da Lua que residia no seu olhar transformou-se no brilho do Sol e uma lágrima discreta rolou pela sua face. Foi um momento de grande emoção. Ele e ela, de mãos dadas, de novo, olhando um para o outro: era o retrato do reencontro de dois amantes. Pendurou-o na parede frente à sua cadeira de baloiço, na mesma onde tanto chorou pela sua perda e, agora, sorri, porque sabe que, pelo menos naquela pintura, ficarão juntos para sempre…

 

Inês Pinto, 11.ºD


Dia 1 de Outubro é o dia em que se comemora o dia do idoso, o que faz com que nos recordemos deles.

 

Enquanto somos crianças, é nos braços dos nossos avós e bisavós que passamos grande parte do tempo. São como uns segundos pais que nos dão afecto e nos ensinam as primeiras regras para respeitarmos os outros. Chegamos à adolescência e aí já não precisamos que nos mudem as fraldas, nem que nos dêem comer na boca; então, acabamos por os afastar do nosso processo de amadurecimento e, muitas vezes, tratamo-los como lixo, tendo vergonha de dizer que pertencem à nossa família e não retribuindo o amor que eles nos deram. Passado mais algum tempo, tornam-se incapazes de estarem nas suas próprias casas e de tratarem daquilo de que precisam para o seu dia a dia, como as suas refeições e a lida da casa. E é nestes momentos em que eles merecem receber a nossa gratidão e apoio que acabam por ser colocados em lares de Terceira Idade, frequentemente, sem condições. De semana para semana, o número de visitas que lhes fazemos diminui até ser quase nulo.

 

É apenas quando chegamos à idade deles que nos apercebemos daquilo que lhes fizemos, sentimo-nos sós no mundo e sem apoio. Desta forma, é bom que nos apercebamos do quão importantes eles são e que também merecem um abraço “daqueles” da nossa parte. SER IDOSO DEVE SER MOTIVO DE ORGULHO!

 

Ana Campos 11º D


Conviver com idosos pode vir a ser uma das experiências mais fascinantes, porque têm infinitas histórias para nos contar. Muitas delas são sobre as suas vidas, outras vão passando de geração em geração. Estas histórias ensinam-nos a viver, a aprender com os erros das outras pessoas e até a seguir caminhos que nos podem levar a uma vida melhor.

 

Mas nesta convivência nem tudo é agradável, porque, muitas vezes, acabamos por presenciar momentos dramáticos, devido às doenças que afectam os idosos, sendo bastante triste ver os sintomas da sua evolução.

 

Infelizmente, vivemos num país que não dá valor aos idosos que acabam por ser mal tratados, desprezados e ignorados, tanto pela família como pelas pessoas do mundo exterior.

 

O nosso dever é ajudar estes “velhos”, que construíram uma parte do mundo em que vivemos, a ter uma velhice confortável, tranquila e minimamente saudável, o que muitas vezes não é possível.

 

Se todos respeitarmos e, quando possível, ajudarmos um idoso, talvez ele nos conte as suas histórias e quem sabe se não será uma dessas histórias que mudará a nossa vida.     

 

Ana Rita Mendes 11º D  

 
 
 

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