Estiveram presentes as turmas do 10º ano B, C, E F G, A1 e S1, respectivos
professores acompanhantes, bem como o núcleo de estágio de Filosofia. O
palestrante, Dr. Luís Umbelino, docente do Instituto de Estudos Filosóficos da
Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, abordou o tema recorrendo a uma
rede de três conceitos nucleares: “Autonomia”, “Fim humano das acções humanas” e
“Universalidade”. O primeiro conceito foi relacionado com o Iluminismo,
entendido como o momento histórico de proclamação das várias autonomias ao nível
do saber, do indivíduo, da educação, etc. Referiu a propósito desta noção, que a
opinião de cada um vale em equilíbrio com a opinião dos outros. Será esta ideia
de equilíbrio de opinião individual e global que permitirá pensar os Direitos do
Homem. Seguidamente, sublinhou que a existência de Direitos Humanos depende da
ideia de “Fins humanos das acções humanas”. Uma sociedade não se pode esquecer
que é uma sociedade de homens e que os seus fins devem estar ao serviço dos fins
daqueles que a compõem.
O conceito de universalidade foi pensado com o recurso à ideia de
“Reconhecimento da pluralidade”. Esta noção apoia-se na ideia de que o
reconhecimento dos direitos e deveres deve ser extensível a todos. Referiu que o
modelo tradicional, associado ao conceito de reconhecimento, tem sido o de luta,
sendo necessário substituí-lo pelo modelo do Dom, ou dádiva, reflectido pelo
filósofo Paul Ricoeur. Este modelo baseia-se numa atitude de, face à alteridade,
manter as diferenças, trocando o que não tem preço.