Rute Santos (9ºB): Sei que és aluno de
economia. Sempre foi a tua área de eleição?
Fábio Domingues: Não. Desde que me lembro que tenciono seguir
ciências: medicina, nos sonhos mais altos, e farmácia, noutros. Na altura em
que tive de escolher a área, senti que o que queria era economia e continuo
contente com essa decisão.
RS: Essa escolha tão repentina deveu-se a quê?
FD: Na verdade, julgo que escolhi essa área por curiosidade. Sei um
pouco de todas as outras áreas, mas esta era aquela que me era estranha.
Depois de me inteirar um pouco, notei que era realmente interessante e tinha
muito a ser explorada.
RS: Fala-me dos teus passatempos.
FD: Para além dos comuns, tenho outros talvez menos vulgares. Tenho
vontade de aprender por mim mesmo e de procurar conhecimentos pouco
correntes. Gosto de criar coisas de alguma forma úteis para mim. Por
exemplo, recentemente, fiz um instrumento musical conhecido como ocarina e
um pedal de efeitos para a minha guitarra. Para isto, tive de me socorrer de
conhecimentos ligados a vários domínios, desde a electrónica à química, o
que é enriquecedor. Isto leva-nos a uns dos meus passatempos preferidos, a
música.
RS: Qual é a tua posição na música? O que significa para ti?
FD: Já há alguns anos que toco guitarra. Algo que aconselho a
qualquer um. Toco numa banda, os S'nS e adoro os concertos e os outros
momentos de banda. Mas o que gosto mais é de tocar para mim mesmo, por
querer e não porque ter de o fazer.
RS: Encaras a música como uma possível profissão futura?
FD: Não. Duvido que venha a desenvolver esse hábito. Toco porque
quero tocar. Fazer da música uma profissão a tempo inteiro ia tirar o que
ela tem de melhor.
RS: Porquê a guitarra e não outro instrumento?
FD: Foi quase um mero acaso. Tenho ambições de tocar teclas e,
principalmente, violino, entre outros... Tocava todos, se pudesse.
RS: Achas que é importante este tipo de actividades na formação de um
indivíduo?
FD: Sem o conhecimento de música que tenho hoje, não era o que sou,
provavelmente era alguém com interesses muito diferentes. Acho que é
totalmente estimulante e motivador, leva ao desenvolvimento de capacidades e
mostra-nos um lado diferente das coisas. Se for levada com gosto, torna-se
um remédio para variadas situações.
RS: Para finalizar, tens alguma mensagem a deixar?
FD: Àqueles que estão indecisos e precisam de decidir, aconselho a
optar pelo mais interessante ou pelo mais útil e não pelo grau de
dificuldade. Aconselho todos a que imprimam vontade aos seus projectos e se
divirtam ao máximo, sem esquecer que aprender é divertido, quando assim o
queremos.