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Alunos ouviram a Drª Ofélia Moleiro

A pergunta mais pertinente, em relação à gravidade da crise que passamos deu inicio à entrevista. A deputada começou por dizer que "Estamos mesmo já a entrar numa depressão" e que "a gravidade da crise mede-se pelo número de desempregados, pelo número de falências de empresas, pela contracção de investimento interno e externo e pela redução do consumo."

2009.05.28   

Por: Cinderela Caetano, Melissa Queirós, Patrícia Terceiro, Sofia Silva e Steve Neves

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I. Quais considera serem os efeitos nas empresas e nas famílias portuguesas desta situação económica?


As empresas têm menores encomendas, maior dificuldade no acesso ao crédito, descapitalizam pela redução de vendas e abrem falência. Algumas, para tentar sobreviver, reduzem a produção, os horários de trabalho, param periodicamente ou despedem uma parte dos seus trabalhadores. As famílias portuguesas com membros desempregados têm dificuldade em pagar os seus compromissos, as prestações da casa, do carro e de outros créditos adquiridos anteriormente. Muitos deixam de ter casa própria, carro ou de satisfazer necessidades, nalguns casos, básicas. Dá-se um empobrecimento geral da população que origina factores de instabilidade social.

 

2. Uma vez que esse empobrecimento se tem vindo a tornar geral e causa instabilidade social, considera que o poder e o dever de agir estão nas mãos do governo? Acha que devia ser mais interventivo?

 

Nesta crise todos devemos agir, racionalizando os nossos consumos, as nossas decisões de compra e evitando recorrer ao crédito.


Também devemos ser criativos aproveitando as novas oportunidades que podem surgir em épocas de crise. O Governo deixou passar muito tempo sem tomar iniciativas de prevenção e combate à crise. Só passado um ano após deflagrar a crise do sub-prime, no imobiliário e nas bolsas dos Estados Unidos, assumiu que esses fenómenos se repercutiam na Europa e em Portugal o Governo tentou encobrir durante demasiado tempo a gravidade da situação real.

 

3. E essas medidas que o governo tem vindo a implementar minimizam os efeitos da crise à nível nacional?


Todas as medidas são úteis e necessárias, sendo certo que todas as políticas são questionáveis. Não há historicamente uma crise semelhante a esta, dado o carácter mundial devido à globalização. Por isso, não há padrões ou modelos de soluções já experimentados. Nenhum economista sabe ao certo quanto tempo vai durar este fenómeno e a que nível chegarão as consequências. Isto é, não sabemos se chegámos ao fundo ou se as economias continuarão a afundar-se.

 

4. Se estivesse nas suas mãos tomar medidas, o que faria?


Algumas medidas têm sido propostas pelo meu Grupo Parlamentar e que considero indispensáveis para a sobrevivência das Pequenas e Médias Empresas que constituem o grosso do tecido empresarial português.
A título de exemplo, refiro:


- Reduzir 2% a taxa social única;
- Pagar imediatamente as dívidas do Estado às empresas;
- Acabar com o Pagamento Especial por Conta;
- Reembolso do IVA no pagamento das facturas;
- Criar um mecanismo de compensação de créditos entre empresas e Estado;
- Possibilidade de quem tem créditos ao Estado poder utilizá-los como pagamento das dívidas fiscais;
- Fiscalização dos Bancos na execução dos programas de garantias do Estado para concessão de créditos às PME's;
- É necessário que de facto os Bancos usem esses programas para emprestar dinheiro às empresas.

 

5. Sabemos que os custos do TGV e do aeroporto vão ser pagos muito após as obras efectuadas e que isso trará grandes custos para o país. Tendo em conta que as previsões indicam que isso resulte em prejuízo, qual o benefício para o país? Quais as medidas que deveriam ser implementadas?


O novo aeroporto é necessário para mantermos o nosso País na rota das transacções e como plataforma de ligação atlântica da Europa. Porém, pode ser construído por fases, diluindo os encargos no tempo, esperando pela recuperação económica.

 

O TGV deveria ser adiado pela grandeza dos custos face ao valor acrescentado que traz para o país.
O esforço da aplicação de fundos estruturais deve ser dirigido preferencialmente para a estrutura produtiva, especialmente ao nível dos bens transaccionáveis, cujos investimentos são susceptíveis de criar riqueza e postos de trabalho, de forma sustentável, quando assentes num modelo económico que dá primazia à iniciativa privada.


A escassez de meios financeiros no mercado pode traduzir-se em mais graves constrangimentos no acesso ao crédito por parte das PME's, se a escassa liquidez existente for direccionada ou absorvida por investimentos públicos de grande monta.

 

6. A imprensa e a maioria da população mundial estão com os olhos postos em Barak Obama, pois dizem ser ele quem vai trazer a solução para a crise mundial em que vivemos. Concorda que devemos ter esperança no novo presidente dos EUA? Porquê?


Concordo, com reservas. O novo presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, foi eleito como um capital de esperança, não só para os americanos mas para todo o mundo. Porém, não podemos pensar que uma só pessoa é a solução para todos os problemas da Humanidade.
Ele iniciou o seu mandato com decisões corajosas, cujos efeitos não conhecemos.


Terá de lutar contra interesses nacionais e internacionais poderosos e por isso é importante termos esperança, mas não imaginar que chegou "Jesus Salvador". É fundamental que cada um de nós, na sua área de intervenção dê o melhor de si, na construção de uma nova Ordem Internacional. É fundamental que cada um de nós, na sua área de intervenção dê o melhor de si...

 

 

 

Pensar a política

" A política também e para nós..." - alunos do 7º e do 10º ano definem a política

  

Os jovens e a política: "A política pode ser uma boa via para nos fazermos ouvir"

 

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A intervenção política

Grupo de alunos do 12º ano apresenta trabalho sobre a dimensão da crise económica

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Entrevista à Drª Ofélia Moleiro, cidadã pombalense, deputada do PSD à Assembleia da República

Entrevista ao Engº Narciso Mota, Presidente da Câmara Municipal de Pombal

Debate sobre Crise Económica com a presença do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa

Teoria versus Realidade: a procura de soluções para a crise económica

Novos pobres: conhecer as assimetrias socioeconómicas no nosso concelho

Área Projecto: a Ana, a Bárbara, o Diogo, o Igor e o João reflectem sobre "Tráfico Humano"  

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Ao encontro da política

De visita ao Palácio de S. Bento: alunos do 12º ano assistem a sessão parlamentar

 

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Efemérides - despertar uma consciência política

Dia 4 de Outubro: Dia Mundial dos Animais - assinalado pela Professora Elsa Proença

1 de Outubro: Dia Mundial do Idoso - a cargo do Clube dos Direitos Humanos

17 de Novembro: escola assinalou o Dia Mundial do Não Fumador

Dia 10 de Outubro: Dia Internacional contra a pena de Morte - exposição de trabalhos de alunos das  turmas do 10º A, B e D, e do 11º S1

"Conversas no Feminino": tertúlia assinalou o Dia Internacional da Mulher

A Escola assinalou o Dia Nacional de Prevenção e Segurança no Trabalho

 

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