Foi
este o mote escolhido pela turma do 12ºH, para a Exposição/Feira de Artes que
realizaram de 14 a 25 de Maio. O objectivo de todo um ano de intenso trabalho na
disciplina de Área de Projecto, na concepção e produção de objectos artísticos
de diferentes áreas, foi então a “julgamento” da Comunidade Escolar, num pequeno
ensaio da receptividade da sociedade à “Obra de Arte”. Os alunos escolheram
trabalhar correntes artísticas contemporâneas: o Design (Ecológico); a Pintura
(Expressionista Experimentalista); a Arquitectura (Maquetismo); a Fotografia
(Digital) e a Escultura (Instalação), o que lhes permitiu a aquisição de
conhecimentos mais aprofundados e o desenvolvimento de técnicas e práticas que
há muito os interessavam.
A
receptividade que a população escolar dispensou a esta iniciativa, expressa na
aquisição da quase totalidade dos objectos produzidos e também em simpáticas
manifestações de apreço, conseguiu surpreender os alunos, que a encararam como
um incentivo extra na prossecução dos seus objectivos futuros.
Resta apenas agradecer à “Escola Viva”, que somos todos, a sua colaboração sem a
qual não teria sido possível obter uma simpática quantia a atribuir ao Centro de
Acolhimento Temporário Infantil de Pombal. Obrigada!
Uma manhã diferente
Dizem que, quando se faz algo por alguém, está também a fazer-se algo por nós.
Foi isso mesmo que sentimos quando, na manhã do dia 14 de Junho, “roubámos” duas
horas ao estudo para os exames e batemos à porta do Centro de Acolhimento
Temporário Infantil de Pombal, carregados com uma cama nova, uma mesinha, cinco
bancos, quatro cadeiras para montar e uma curiosidade sobre aquele espaço e os
seus habitantes. Sabíamos que não iríamos encontrar muitas crianças; era hora de
escola. À nossa espera, apenas as Educadoras e dois bebés, uma menina de 8 meses
e um menino de um ano e meio. A cama que foi substituir uma já velha foi
complicada de montar. Éramos muitos para a mesma tarefa, mas, no fim, tudo ficou
em condições, entre algumas brincadeiras com os bebés e a conversa com as
Educadoras. A mesinha e as cadeiras que fizeram as nossas delícias vão servir
para os mais novos desenharem e pintarem e, quem sabe, um dia estudar artes,
como nós. Ficámos a conhecer os cantos àquela casa luminosa e simpática e um
pouco das histórias das vidas que por ali passam. Quando a porta se fechou atrás
de nós e olhámos uns para os outros, vimos, em cada um, um sorriso de
contentamento e, nos olhos, um maior conhecimento. Faltou apenas uma coisa: um
colchão novo, para a nova cama. Deixamos aqui a sugestão…