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Tiago Duarte (12ºD) –
Foste, recentemente, o grande vencedor, na categoria
instrumentistas, da 54ª Grande Noite do Fado que teve lugar
em Lisboa. Como consegues conciliar a música e os estudos?
José
– Há tempo para tudo. Abdico de certas coisas que também
gosto de fazer, mas a música acaba por ser uma diversão.
TD – Nunca sentiste
vontade de abandonar os estudos e dedicar-te só à música?
J – Não,
nunca. Os estudos são e sempre serão mais importantes.
TD – Estás a pensar
tirar algum curso superior? Qual?
J – Sim. Algo
relacionado com a música e animação.
TD – Onde aprendeste a
tocar?
J – Aprendi
com o meu pai, na Associação Académica de Coimbra, e agora
frequento aulas de guitarra portuguesa no Conservatório.
TD – O que caracteriza
a guitarra portuguesa?
J – Trata-se
de um instrumento de doze cordas utilizado, habitualmente,
para acompanhar o fado ou para interpretar temas clássicos.
TD – E o que distingue a guitarra de Coimbra da de Lisboa?
J –
A guitarra de Coimbra tem a sua afinação um tom abaixo da de
Lisboa, produzindo, assim, um som mais grave e mais forte.
TD – Onde costumas
tocar?
J
– Em associações, bares, casas de fados, etc.
TD – Tinhas
quantos anos quando começaste a tocar guitarra portuguesa
pela primeira vez?
J – Desde
pequeno que oiço música e comecei a fazer os meus primeiros
acordes aos cinco anos.
TD- Porquê?
J – Desde que
nasci, a música fez sempre parte da minha vida, visto que o
meu pai é músico.
TD – A música é só um
passatempo ou ambicionas mais que isso?
J – Ambiciono
muito mais que isso. Para além de querer tirar um curso
superior, gostaria de exercer uma profissão relacionada com
a música. |