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Cindy Silva e Helena Gonçalves
(10.ºC) – Com que idade iniciaste a prática
de natação a nível competitivo?
Bruno Azevedo – Aos 8 anos,
participei no primeiro festival de escolas a
nível distrital e, desde então, nunca mais
parei.
CS e HG – Como se deu o “salto” de um mero
aprendiz para o nível competitivo?
BA – Após a passagem para uma piscina de
maiores dimensões e qualidade, fui convidado
por um clube para pertencer à sua equipa de
nadadores. Foi nesse clube que “cresci” como
nadador e é ainda nele que permaneço
actualmente.
CS e HG – Na natação, existem quatro estilos
diferentes (“mariposa”, “costas”, “bruços” e
“crawl”). Qual preferes?
BA – O meu preferido é “costas”, talvez,
porque é o estilo em que obtenho melhores
resultados. Aliás, nesta altura, já iniciei
a minha especialização neste estilo.
CS e HG – Aproximadamente, em quantas provas
já participaste? Subiste ao pódio?
BA – Isso é um pouco difícil de determinar,
mas penso que foram cerca de trinta provas,
embora nem em todas tenha subido ao pódio.
Quanto a subidas ao pódio, foram entre
quinze e vinte.
CS e HG – Qual é a frequência dos teus
treinos?
BA – Treino cinco vezes por semana, de
segunda a quinta e sábado, duas horas por
dia, dentro de água, mais uma hora de
trabalho de força (ginásio).
CS e HG – Com essa intensa carga horária de
treinos, como organizas a tua actividade
desportiva e a vida escolar?
BA – Tento fazer uma gestão do tempo, o mais
equilibrada possível, dando maior
importância à escola. Tenho de aproveitar
todos os tempos livres para não faltar aos
treinos.
CS e HG – Que conselhos darias a um
iniciante desta modalidade?
BA – Eu não sou propriamente a pessoa mais
indicada para dar conselhos a um iniciante,
visto que eu próprio ainda sou um. Eu diria
que é preciso muita autoconfiança, não
desmotivar quando se depararem com
adversários mais fortes, porque todos
começaram “por baixo” e, se realmente
gostarem do que fazem, acreditem e lutem
para alcançar os vossos sonhos.
CS e HG – Quais são os teus objectivos para
o futuro?
BA – Não tenciono parar tão cedo. Quero
continuar a evoluir e elevar-me ao mais alto
nível que seria participar num campeonato
mundial. Para atingir este patamar, tenho
como referência vários nadadores nacionais
como Tiago Venâncio, Adriano Niz, Diogo
Morgado, Nuno Laurentino e, por que não,
Diana Gomes, assim como alguns nomes
internacionais, nomeadamente, Ian Thorpe,
Pieter Van Den Hoogenband ou Michael Phelps. |