Escola Secundária de Pombal

 

O Correio de Pombal

Eco-Escolas

 

International Education

   

 
  GATO    MOODLE M. EDUCAÇÃO
   

 

Escola galardoada

com a

BANDEIRA VERDE

 

 

 

 

 

   

Mail:  jornalsemente@espombal.edu.pt

 

 PÁGINA INICIAL

 

 Agenda

 

 Artes e Letras

 

 Cultura e Ciência

 

 Modos de Ver

 

 Realces

   
 

 LIGAÇÕES

 

Exames e Acesso

 

   
 

Estudar. Viver.

   
 

   
 

O Portal da Educação

   
 

   
 

Cursos, Exames, Leis...

   
 

   
 

Registe-se como Membro

   
 

 
 

 

 

Liliana Ferreira apresenta

 

Rosemary Handschy

  semente

 

  Aumentar fonte        Diminuir fonte     Imprimir

 

No âmbito do projecto AFS Intercultura Portugal, tivemos, durante o presente ano lectivo, na nossa Escola, uma aluna proveniente do Colorado (EUA), Rosemary Handschy, nº20, do 11ºD. Aquin fica a entrevista que lhe fizemos, agora que já regressou ao seu país.

Liliana Ferreira (11º D) - Rosemary, porque decidiste fazer este intercâmbio? Quais as motivações para o realizar?
RH – Primeiro, foi ideia da minha mãe, porque ela, nos seus tempos de estudante, fez um intercâmbio com a Noruega e sempre disse que era uma experiência fantástica. Depois, já há muito tempo pensava fazer um ano de Secundário fora dos Estados Unidos.

LF – Porque escolheste Portugal como destino?
RH
– Um pouco por causa da língua, pois tinha aprendido espanhol e pensei que seria mais fácil adaptar-me à língua e, depois, porque tudo o que já tinha lido sobre Portugal me dizia que o povo português era muito hospitaleiro.

LF – Num primeiro contacto com Portugal, o que mais te impressionou? Quais as diferenças mais notórias entre Portugal e os EUA?
RH
–Logo no avião, a primeira coisa que saltou à vista foi a disposição das casas e o facto de serem todas muito semelhantes umas às outras. Além disso, notei logo que Portugal é muito mais húmido que os EUA.

LF – Depois, tiveste um primeiro contacto com a tua família de acolhimento. Como foi essa experiência?
RH
– Com a primeira família de acolhimento, houve algumas dificuldades, porque era muito difícil percebê-los, além de ter havido outros problemas. Agora, na segunda família de acolhimento, é tudo muito mais fácil, parece tudo muito mais normal.

LF – Mais tarde, tiveste um primeiro contacto com a escola e com a turma. Que diferenças mais notaste?
RH
– Primeiro, nos EUA, nós não temos turmas, nem funcionários pela escola. Além disso, as aulas têm duração de apenas uma hora. A Escola Secundária de Pombal é quase do mesmo tamanho que a minha, no Colorado, e o número de alunos também é quase o mesmo.

LF – Tiveste algum problema de integração na turma? Como foi o acolhimento da turma em relação a ti?
RH
– Durante os primeiros meses, tive alguma dificuldade, porque, embora me apoiassem muito nas aulas, era muito difícil perceber as conversas fora da sala e participar nelas. Agora já me sinto muito mais integrada.

LF – Sentes-te apoiada pela turma? Como te ajudam?
RH
– Sim, sinto-me bastante apoiada. Principalmente durante as primeiras semanas, o seu apoio foi muito importante, porque não sabia a localização de nada na Escola e também havia algumas barreiras por causa da língua.

LF – Em relação aos professores, sentes-te apoiada por eles? O que têm feito para te auxiliar?
RH
– Sim, sinto-me bastante apoiada também. Tenho aulas extra de Português e algumas aulas de apoio. Além disso, no início e ainda agora, todos os professores me perguntam se entendi o que foi dito nas aulas.

LF – Quais as maiores diferenças entre a estrutura escolar portuguesa e a americana?
RH
– Nos EUA, as aulas são mais práticas do que aqui. Aqui, em Portugal, dão muita teoria e pouca prática. Em relação aos alunos, aqui nota-se que todos seguem as mesmas tendências, no modo de vestir, nas coisas que têm e no modo de actuar. Lá, não é assim. Lá, existem grupos muito diferentes uns dos outros: alguns góticos, outros que se vestem com roupa mais garrida. Alguns mais “normais”. Todos se distinguem.

LF – No geral, quais as maiores dificuldades que encontraste na adaptação ao nosso país? Já estão ultrapassadas?
RH
– A primeira dificuldade surgiu porque saí de uma família muito unida e tenho muitas saudades de todos. Depois, havia sempre a língua, porque, só depois de conseguir perceber, é que consegui começar a falar. Posso dizer que as dificuldades estão mais ou menos ultrapassadas, pelo menos a nível da língua, porque agora, pelo menos, já consigo exprimir as minhas ideias.

LF – Agora, peço-te que fales um pouco sobre o teu Estado, o Colorado, para ficarmos a conhecer melhor o lugar de onde vens.
RH
– O Colorado é bastante maior que Portugal, mas tem menos habitantes. Eu moro numa cidade chamada Boulder, vivo perto das montanhas. Lá, o Verão é muito quente e o Inverno muito rigoroso: temos sempre muita neve. A população não está distribuída em aldeias; tudo faz parte de uma única cidade. Penso que deve ter mais do dobro dos habitantes de Pombal, durante o ano, porque, como é uma cidade universitária, durante o Verão, o número de habitantes diminui.

LF – Peço-te, ainda, que fales um pouco sobre Portugal, do que gostas e do que não gostas…
RH
– Gosto muito da comida portuguesa. Nos EUA, comemos alguns pratos parecidos com os que se comem em Portugal; outros não são tão parecidos. Mas, como na minha família não comemos “fast-food”, alguns dos alimentos são muito parecidos com os que se consomem aqui em Portugal. Também gosto muito da língua, porque tem uma sonoridade muito diferente do inglês: é mais suave. Gosto muito, igualmente, de algumas das tendências de roupa que aqui existem e de que, nos EUA, nem se ouve falar. Quando cheguei, gostei logo muito da roupa que aqui usam. Um outro aspecto de que gosto bastante em Portugal é que, no Inverno, quase tudo continua verde e lá não. Tudo morre com a neve.

LF – Por fim, que contribuição achas que pode ter a tua presença em Portugal?
RH
– Eu acho que a minha presença aqui permitirá que os meus colegas possam ficar a conhecer outro país e acho que isso pode contribuir muito para a paz mundial: se as pessoas conhecerem os outros países e esquecerem as ideias erradas que deles têm, torna-se mais fácil que todos os povos se entendam e acabem as guerras. Considero que esta experiência está a ser mesmo muito positiva.

LF – E quais as recordações que esperas levar desta experiência quando te fores embora, em Junho?
RH
– Espero levar muitas e boas recordações. Até agora, já tenho muitas: das famílias de acolhimento, da Escola, dos professores e da turma e vou ter muitas saudades e boas recordações das pastelarias portuguesas, que nunca irei esquecer! …

 
 
 
 
 

 home

 

 
 

Actualidade

 

 

         

A Semente on.line     Página Inicial   |   Agenda   |   Artes e Letras   |   Cultura e Ciência   |   Modos de Ver   |   Realces

 

Propriedade: Escola Secundária com 3.º Ciclo de Pombal de Pombal, Rua Da Escola Técnica, 3100-487 POMBAL

 

Telef.: 236212169         Fax.: 236217277          Mail: jornalsemente@espombal.edu.pt

 

Concepção Gráfica e Manutenção: Prof. Agostinho Santos  /  Redacção: Professoras Lídia Ribeiro e Margarida Cardoso